Otherwise (de outra maneira)
Larissa Wilson
Acredito que a maioria das pessoas que procuram esclarecer quais os motivos de sua existência e quais as finalidades de viver acabam desistindo dessa busca no meio do caminho, e se agarram em explicações comuns para não enfrentar a angustiar de não saber a resposta.
As poucas pessoas que sobram, nessa minha estatística, resistem aos paradigmas e continuam nessa procura incessante, sem previsão de chegar ao fim. Algumas delas se desesperam e enlouquecem porque não conseguem lidar com o fato de viver sem saber o porquê. Outras seguem adiante, porém, não são completas e se questionam a todo o momento, tentam ter uma vida incomum, fora dos padrões, e acabam sendo recriminados pela sociedade.
Tudo isso é complexo mesmo, a pessoa nasce, vive e depois morre, sem ter uma explicação sensata para tal fato. Há quem acredite em reencarnação, em céu e inferno e até no paraíso com doze virgens, é muito fácil encontrar respostas em todas essas crenças e acreditar que são verdadeiras, é fácil demais, porém, como diz o ditado “esmola demais cego desconfia”.
Não é preciso ir muito longe, o nome já diz, são crenças, e as crenças se resumem no ato de crer na verdade ou na possibilidade de alguma coisa, é uma convicção íntima. Considerar possível, desejar, imaginar, são suposições levantadas e que as pessoas simplesmente consideram verdades.
Pode até ser que uma dessas suposições possam ser verdades, não se pode menosprezar nenhuma das teorias, mas também, não temos a obrigação de acreditar em nenhuma delas, só morrendo pra saber. E nesse impulso, a palavra morte surge para a maioria como algo indesejável, algo ruim, mas, se não sabemos ao certo o que acontece depois da morte, de onde vem tanta certeza de que a morte é algo abominável?
O problema é que nos limitamos em nossos pensamentos e não pensamos além. Somos influenciados, sim, pelos costumes, padrões e pelo medo de ser marginalizado por ser diferente. Quando se tem a consciência de que somos todos iguais no infinito da nossa ignorância, não temos o que temer.
E tudo passa a ser visto, vivido e encarado de outra maneira.
Larissa Wilson
Acredito que a maioria das pessoas que procuram esclarecer quais os motivos de sua existência e quais as finalidades de viver acabam desistindo dessa busca no meio do caminho, e se agarram em explicações comuns para não enfrentar a angustiar de não saber a resposta.
As poucas pessoas que sobram, nessa minha estatística, resistem aos paradigmas e continuam nessa procura incessante, sem previsão de chegar ao fim. Algumas delas se desesperam e enlouquecem porque não conseguem lidar com o fato de viver sem saber o porquê. Outras seguem adiante, porém, não são completas e se questionam a todo o momento, tentam ter uma vida incomum, fora dos padrões, e acabam sendo recriminados pela sociedade.
Tudo isso é complexo mesmo, a pessoa nasce, vive e depois morre, sem ter uma explicação sensata para tal fato. Há quem acredite em reencarnação, em céu e inferno e até no paraíso com doze virgens, é muito fácil encontrar respostas em todas essas crenças e acreditar que são verdadeiras, é fácil demais, porém, como diz o ditado “esmola demais cego desconfia”.
Não é preciso ir muito longe, o nome já diz, são crenças, e as crenças se resumem no ato de crer na verdade ou na possibilidade de alguma coisa, é uma convicção íntima. Considerar possível, desejar, imaginar, são suposições levantadas e que as pessoas simplesmente consideram verdades.
Pode até ser que uma dessas suposições possam ser verdades, não se pode menosprezar nenhuma das teorias, mas também, não temos a obrigação de acreditar em nenhuma delas, só morrendo pra saber. E nesse impulso, a palavra morte surge para a maioria como algo indesejável, algo ruim, mas, se não sabemos ao certo o que acontece depois da morte, de onde vem tanta certeza de que a morte é algo abominável?
O problema é que nos limitamos em nossos pensamentos e não pensamos além. Somos influenciados, sim, pelos costumes, padrões e pelo medo de ser marginalizado por ser diferente. Quando se tem a consciência de que somos todos iguais no infinito da nossa ignorância, não temos o que temer.
E tudo passa a ser visto, vivido e encarado de outra maneira.
